Alguns clientes têm me perguntado, por vezes apreensivos, sobre a redução da emissão de gases de efeito estufa em seus processos produtivos, em especial os industriais. Não é exagero, mas há uma “tempestade” de questionamentos, dentro e fora das organizações, sobre o quão “limpo” são os processos, seja na produção de bens ou mesmo de serviços. O conceito de sustentabilidade evoluiu um pouco, superando a obrigatoriedade no controle de emissões poluentes regulados pela legislação ambiental. Agora, cada vez mais variáveis são colocados na equação que associa energia, produtividade e sustentabilidade. Perguntam sobre o inventário, sobre os planos de redução da pegada de carbono e quais os custos disso tudo para que, no mínimo, a organização se mantenha bem conceituada pelo seu público de interesse.
Há, de fato, um bom punhado de frutas maduras ao alcance das mãos!!! São pequenas oportunidades que, à partir de um olhar mais detalhado, podem proporcionar ganhos significativos na redução de emissões. A boa notícia é que essas providências, muitas vezes permitem o ganho de eficiência energética também. Particularmente em processos industriais energeticamente intensivos, essas ações reduzem também os custos de produção. Em boa parte deles o investimento é baixo ou até nulo. Comece com um balanço energético, veja quais as energias envolvidas, consumidas, transformadas e geradas. Verifique em que ponto há o desperdício, pode ser na eficiência térmica de um sistema de geração, nas perdas de calor, na motorização de acionamentos ou mesmo no descarte de energéticos gerados pelo próprio processo produtivo. Esse é um bom começo e não é tão complicado. Apanhe as frutas maduras ao alcance das mãos primeiro, depois pegue as mais altas…
Por
Edson JJ de Souza, MsC, DEng
EdS Consultoria